jueves, 29 de septiembre de 2005

Mais de 65 mil pessoas visitaram a Literamérica, em Cuiabá


Mais de 65 mil pessoas visitaram a Literamérica, em Cuiabá

Entre os escritores sul-mamericanos presentes, nomes como Edwin Madrid (Equador), Adlin Prieto (Venezuela), Luis Brito (Venezuela), Ana Quiroga (Argentina), Ana Ribeiro (Uruguai) e Blanca Gomes (Colômbia), entre outros. Estudiosos e especialistas em diversos setores da produção cultural, de renome nacional, marcaram presença participando de debates, mesas redondas, seminários etc, todos com ótima presença de público.


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Da Reportagem

Ao longo de cinco dias Cuiabá viveu uma agitação cultural sem precedentes, com a realização da Literamérica 2005, que recebeu cerca de 65 mil pessoas no Centro de Eventos do Pantanal. Os números deste encontro do livro, no coração da América do Sul, apontam para um grande êxito e comprovam que a iniciativa é muito bem vinda, além de mostrar que o público mato-grossense aprecia a literatura, arte motivadora do evento.

A Literamérica chamaou a atenção, principalmente, pela sua proposta de integração, envolvendo todos os países da América do Sul. Mas também trouxe à capital do Estado caravanas de vários municípios, através da realização do II Encontro da Diversidade Cultural de Mato Grosso. Além desse encontro, paralelamente à Feira, aconteceram ainda atividades como o Fórum Nacional dos Secretários de Cultura e o Circuladô, projeto que estimula o intercâmbio musical entre os estados brasileiros.

A Feira recebeu uma intensa visitação que se espalhava pelos 122 estandes. Caravanas de mais de 150 escolas, de Cuiabá e do interior, compareceram. Esse também é o número (150) dos lançamentos de livros que aconteceram durante o evento, que empregou aproximadamente mil pessoas durante os seis dias da sua realização. A presença dos três escritores homenageados, Manoel de Barros, Ricardo Guilherme Dicke e Wlademir Dias Pino, todos de projeção internacional e amplo reconhecimento perante a crítica especializada, foi outro aspecto que foi comemorado pelos organizadores.

O público também se manifestava diante o trio de homenageados que, freqüentemente, se deparava com sessões de autógrafos e fotografias, mostrando que a literatura é uma arte popular e geradora de ídolos. Não faltou a tradicional tietagem. O próprio ministro da Cultura, Gilberto Gil, presente em Cuiabá por conta do Fórum dos Secretários de Cultura, prestigiou a Feira visitando-a, oportunidade em que foi assediado por uma multidão de crianças e jovens estudantes. O ministro estava acompanhado pelo seu estafe: Sérgio Mamberti (secretário de Identidade e Diversidade Cultural), Márcio Meira (Secretário de Articulação Institucional) e Luís Turiba (Comunicação).

A popularidade da arte literária foi flagrada ainda através da presença maciça do público nas participações na Feira de escritores como Carlos Heitor Cony, Milton Hatoum e João Gilberto Nol, premiados autores da literatura nacional.

Entre os escritores sul-mamericanos presentes, nomes como Edwin Madrid (Equador), Adlin Prieto (Venezuela), Luis Brito (Venezuela), Ana Quiroga (Argentina), Ana Ribeiro (Uruguai) e Blanca Gomes (Colômbia), entre outros. Estudiosos e especialistas em diversos setores da produção cultural, de renome nacional, marcaram presença participando de debates, mesas redondas, seminários etc, todos com ótima presença de público.

A Literamérica soube explorar com muita sorte a interface entre a literatura e a música. O projeto nacional
Circuladô teve seu lançamento durante a Feira. Trouxe a Cuiabá, pela primeira vez na história de Mato Grosso, a apresentação de uma ópera – Cosi fan tuti, de Amadeus Wolfang Mozart, encenada pela Orquestra Jovem de São Paulo.

Ainda através desse projeto, outros artistas vindos de outros Estados apresentaram-se: Trupe do Aquiry (AC), Trupe de Gaita (PR) e José Lucena (MG). De Mato Grosso apresentaram-se a Orquestra de Câmara do Estado acompanhada do violeiro Roberto Correa, o Coro do Estado, Herança Serrana, Mascarados de Poconé e Chorado de Vila Bela. As apresentações aconteceram em diversos locais da cidade como o Ginásio Fiotão, Praça do Popular e Sesc Arsenal, além do palco montado no Centro de Eventos do Pantanal.

Essa programação variada trouxe à Cuiabá, ainda, a presença de quatro embaixadores (Equador, Venezuela, Guiana Francesa e Suriname), 19 secretários e presidentes de Fundações de Cultura, adidos culturais e escritores de doze países.

Com abrangência estadual, nacional e internacional, portanto, a Literamérica consagra-se como o mais importante evento cultural mato-grossense e já tem assegurada a sua segunda edição para 2006, conforme declarou o governador Blairo Maggi, já na abertura do evento, dia 20.

“As pesquisas que fizemos durante a feira mostraram que a aprovação do evento foi total, tanto popular quando empresarial e política. Nossa perspectiva para a próxima edição é reforçar ainda mais a integração sul-americana, ao mesmo tempo em que consolidamos e fortalecemos a identidade do povo mato-grossense ”, avaliou o secretário de Estado de Cultura, João Carlos Vicente Ferreira.


A Literamérica 2005 foi realizada pelo Governo do Estado em parceria com a Associação dos Amigos do Livro Mato-grossense, Ministério da Cultura, Itamaraty, Sebrae, universidades públicas e privadas e diversas empresas. (Ana Moreira e Lorenzo Falcão/SEC)

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